sexta-feira, 19 de junho de 2009

Insônia


Não durmo, nem espero dormir.

Nem na morte espero dormir...


Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.

Paz em toda a Natureza.

A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.

Exatamente.

A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.

Costuma dizer-se isto.

A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,

Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.

Exatamente. Mas não durmo.

( Álvaro de Campos)

2 comentários:

Deusa Circe disse...

Amore!

Deusinha do meu céu, tem dias que dormir parece muito distante quando o objetivo é o de acordar... pra vida... pro tempo... pras necessidades do momento, que só a pessoa sabe quais são...

Eu não perco o sono, nunca, mas perco a fome... sei, portanto, o que é a "insônia do paladar"...

Acho que estou passando por uma fase assim, sem fome até pra escrever.
O bom da vida é que ela ensina que passa... sempre passa.... e isso, não podemos esquecer nem mesmo dormindo.

*bjos, minha linda. Bom final de semana pra ti*

{Åmar ¥asmine}_ÐEXPEX disse...

Huuuummmmmmmmm...

Adoro Fernando Pessoa e todos os seus heterônimos. Este poema é lindíssimo, a imagem nem se fala. Linda demais! (posso pegar pra postar noutra ocasião no blog?)

Também não costumo dormir. Desde menina me recusava a fechar os olhos. Sinto um mando forte de manter os olhos abertos a qualquer custo. Preciso estar em constante contato com a LUZ.

Besos de mel!

*;-)